Ensine a lutar com as melhores armas

17

ago 2018

Por:Dra. Dayse D'Ávila
Pais e filhos

Meu livro 10 Medidas para Ajudar seu Filho (e Revolucionar o Relacionamento entre Vocês) está ganhando corpo. Nesta semana a 3ª medida foi liberada. Leia abaixo!




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Em clima de copa, meu filho de seis anos conhece muitos jogadores e
onde cada um joga. Com umas figurinhas na mão, assistindo jogos do
campeonato europeu, jogando FIFA no Playstation e dispondo de todo tempo
livre que um ser nessa idade desfruta, ele tem entendido o valor e talento de
cada atleta. Vendo-o com uma figurinha do Cristiano Ronaldo e do argentino
Messi nas mãos, perguntei qual dos dois era o melhor jogador. Ele me
respondeu dizendo que não havia como saber, pois cada um era o melhor numa
posição diferente em campo, ou seja, faziam coisas distintas e não havia como
compará-los. Insisti perguntando a opinião dele, o que ele tornou a me
responder com a mesma explicação: não há como comparar porque são
diferentes e com habilidades distintas.



Há muita coisa em mim que eu gostaria muito de mudar. E muitas coisas
que eu vivi, eu projeto que serão diferentes com meus filhos. Por exemplo,
tenho zero de habilidade musical, por isso, os meninos fazem aula de música
desde muito cedo. E fico feliz em ver que, embora não sejam músicos, são
afinados e tocam algum instrumento. Tenho também muitas habilidades que
me esforço para ver neles, como a facilidade para trabalhos manuais. Desde
cedo, brincam com tinta, tesoura, tecidos… enfim, eu me dedico a passar o que
eu tenho de bom, corrigir o que acho de carência e tentar barrar o que eu
considero mesmo um defeito pessoal. Meu marido se esforça para que o caçula
ame futebol e seja atleticano, quesitos básicos para ele em um homem. Sei que
isso é o que acontece com a maioria de nós. Com a maioria dos pais. Todos
querem ver nos filhos as características que julgamos boas e queremos
espantar deles nossos fantasmas.



Realmente, nossos filhos são um livro em branco que vamos ajudando a
escrever uma história diariamente. Creio nisso. Eles são muito moldáveis e
temos grande influência no que vão se tornando à medida que os ajudamos a
escrever a própria vida. Porém, creio também que eles vêm com certo formato
de fábrica. Uns são enciclopédia, outros revista em quadrinhos. Uns são um
caderno brochurão, outros, um bloco de notas. Essa essência não muda e não
somos capazes de alterar essa natureza genética deles. E a grande beleza em
ser pai é sabermos ver a grande utilidade que cada um desses formatos tem.
Como uma história em quadrinhos pode ser boa e divertida, como uma
enciclopédia pode ser rica em conteúdo, como um bloco de notas pode guardar lembretes preciosos. E como é penoso tentar transformar uma Barsa na revistinha da Mônica.



O melhor que podemos fazer por eles é observá-los e reconhecer quais
habilidades eles têm realmente fortes. Qual o formato Deus os fez. O que os
deixam felizes, o que fazem com facilidade. O que os inspira. Onde, em qual
posição, jogam melhor. E dar asas ao máximo que eles podem alcançar. Não é
tentar transformar o Cristiano Ronaldo no Messi ou o Messi no Cristiano
Ronaldo. É enxergarmos e valorizarmos a habilidade de cada um, a essência, o
que os motiva e os fazem ter mais brilho nos olhos. E, diante disso, escrever
com eles uma história de sucesso pessoal, de autoestima e confiança, de
respeito mútuo e admiração, mesmo sendo tão diferentes de nós mesmos. Ou,
ainda, daquilo que gostaríamos que eles fossem.



Li em algum livro que quando damos asas a uma boa ideia, no início há um
grande esforço. Mas depois, as ideias tomam vida e elas mesmo tratam de
varrer as objeções. Tento ser assim com eles. Dar estímulo ao que gostam, e
vejo, que aos, poucos eles varrem as limitações que têm com aquilo que foi
estimulado. A habilidade que seu filho tem ganha força, e mais força, e mais
força, e com essa força, ele varre as outras limitações pessoais.



Se seu filho é bom em música, dê asas à música. Ele vai desinibir, vai fazer
amigos, pode se tornar um líder, pode ter um canal, pode até mesmo ganhar
financeiramente… ele vai varrer suas dificuldades com o talento e esforço
pessoal em algo que ele goste. E sobretudo, será uma pessoa feliz e realizada.
Se seu filho é estudioso, retraído e com poucos amigos, estimule-o a estudar.
Ensine-o coisas diferentes, sobre assuntos diversos. Das galáxias ao prato
culinário. Ele vai encontrar a sua tribo, vai fazer amigos, vai ajudar aos colegas
na sala… pois todos nós vencemos mais facilmente com a nossa melhor arma.
Por outro lado, se ele é péssimo de matemática, faça somente o necessário.
Deixe a matemática de lado e foque na matéria que ele tem mais chance de se
destacar. É uma tremenda ilusão e grande desperdício de talentos essa massa
de alunos medianos em tudo, que dissolvem sua energia nos mais diversos
assuntos em nossa tentativa frustrada de fazermos filhos bons em tudo. Volto a
dizer: é ruim em matemática? Não desperdice seu tempo e dinheiro com isso.
Não faça a vida escolar do seu filho uma torturante dedicação à suprir a
deficiência em matemática. Faça só para passar e pronto.



Mas não é isso que nossa cultura de massas ensina. Tendemos a
abandonar todos os talentos da criança e passar a investir tudo no ensino da
dificuldade. Kumon. Professora particular. Exercícios extras. E se ele é bom em
ciências, então, deixamos a ciências para lá, afinal, temos que focar em nossas
dificuldades e vencê-las. Em toda casa é assim. E, assim, desde a nossa infância,
corremos atrás de corrigir deficiências. Mas algo aconteceu dentro de mim um
dia que fui buscar minha filha na aula particular de matemática. A professora
estava brava porque ela não tinha feito o dever solicitado e a Alice justificou
que precisara ensaiar para apresentação de flauta na noite anterior. Então, a
professora perguntou:


– Você toca flauta bem?


– Sim, já estou tocando bem!


Então, ela deu o fatídico empurrão que me faltava para tirá-la das aulas de
matemática:


– Olha, Alice, nós temos que nos dedicar às nossas dificuldades e focar
nelas. Tudo aquilo que você já é boa, tem que ser secundário em sua vida. Você
é ruim em matemática. Tem que dedicar uma hora todos os dias a ela e deixar
para lá o que você já faz bem.



Pronto! Quando entramos no carro, falei com ela: ‘‘vamos fazer a partir de
hoje somente o necessário em matemática’’. O importante na vida é o
contrário: é a dedicação ao que gostamos, ao que somos bons. Ninguém vai ser
bom em tudo, nunca!



Mas onde está o talento? Invista nele. Estimule. Elogie. Sim! Se seu filho é
ótimo em história, estudem juntos. Leiam muito. Dediquem-se aos pontos
fortes. Se é o social, invista nisso – é uma habilidade nata de liderança. Ele não é
agressivo? Então, ele não é perdedor ou banana. Ele tem diplomacia, uma rara
característica que será muito útil em várias carreiras profissionais e de grande
sucesso. Aliás, das que eu e a maioria das pessoas admira em um vencedor. Não
trabalhe com as limitações, dê asas aos pontos fortes. É muito melhor lutarmos
com as nossas melhores armas do que passar uma vida tentando consertar
nossas piores. Já viu no videogame como cama personagem tem um ponto
forte? Somos todos assim. E nessa fascinante descoberta das melhores armas,
precisamos ter cuidado com os rótulos, com os elogios e com o tempo de
desenvolvimento da criança.



Rótulos.



Alguém disse que uma mentira falada muitas vezes vira uma verdade. Não
tenha dúvida disso porque temos a capacidade de sentirmos o que
imaginamos. E, ainda, de agir de acordo. Quando passamos a acreditar que
podemos alguma coisa, há chances enormes que vamos consegui-la, não
importa quão distante ela esteja de nossa atual situação. Ao contrário,
podemos estar a um passo de alcançar, mas se desacreditamos por algum
motivo, provavelmente fracassaremos mesmo que bastasse esticar os braços
um pouco mais. Resumindo: somos aquilo que acreditamos ser. Por isso,
cuidado com rótulos. Ele é parado, é distraído, é desinteressado, é ruim de
matemática, é descompromissado, é preguiçoso… palavras repetidas com
freqüência acabam se alojando no interior da criança. Ela se apodera do rótulo
e pode acreditar nele, dificultando que seja outra pessoa. Acaba sendo uma
profecia autorrealizável na qual a criança mantém o que ouve.



Em nossa maturidade como pais, precisamos saber separar o comportamento do que a
criança é. Seu filho não é preguiçoso. A preguiça é só um comportamento que
ele está usando com certa freqüência, mas ele é um indivíduo e a preguiça,
apenas um comportamento. Minha filha não é ruim em matemática. É apenas
uma disciplina que ela não tem vontade de se dedicar, pois tem inteligência
suficiente para desenvolver-se nisso se quisesse. Da mesma forma, seu filho
não é indisciplinado. Ele está usando a indisciplina mias do que deveria. Seu
filho é um indivíduo e a disciplina, um comportamento que ele está lançando
mão. Não misture as coisas para que elas não se tornem realmente fundidas e
inseparáveis. Não rotule. Nunca diga ‘‘você é malandro’’. Repreenda
advertindo que ele tem se comportado de maneira errada e pouco
compromissada. Reforce sempre o comportamento como algo separado de
seu filho. Isso faz muita diferença porque a linguagem é determinante na
maneira que vamos sentir as coisas.



Da mesma forma, podemos usá-la de maneira muito positiva para alcançarmos o resultado que queremos na
criança. Eu me lembro que minha filha do meio passava por um período de
‘‘chatice’’ fora do comum. Ela estava com rompantes de ira por qualquer coisa e
os irmãos estavam passando maus bocados com ela. Então, todas as noites, eu
me deitava com ela para fazê-la dormir e, enquanto fazia carinho nos cabelos
dela, falava o quanto eu percebia que ela estava se esforçando para melhorar.
Dizia e repetia todas as noites o quanto ela era divertida, alegre e que gostava
dos irmãos. E tornava a dizer que sabia que ela estava se esforçando para ser
mais calma e tolerante com os eles. Na verdade, não era bem assim que
acontecia, mas falava, entre um piscar de olhos e um quase cochilar, o que eu
queria ver nela, como se já fizesse parte dela. Não precisei de quinze dias para a
Aninha mudar completamente em casa. Aquelas explosões de mau humor
dissiparam-se como fumaça e tudo voltou à normalidade. Dê ao seu filho uma
honra a zelar ou, como diz Dale Carnegie, dê um bom nome ao cachorro. Eles se
agarram ao que dizemos de bom e passam a cuidar daquilo como se fossem
eles mesmos. E acabam se tornando verdadeiramente pelo poder da palavra
que ouviram. Isso se chama profecia autorrealizável.



Elogio.



Ao elogiar, tenha bastante cuidado. Toda criança faz um desenho e o mostra
ao pai. Toda menina lambuza a boca de batom e vem mostrar como está linda.
Todo filho pula, dá uma corrida e quer mostrar como está se saindo em suas
habilidades. Querer reconhecimento é algo inerente ao ser humano desde a
tenra idade. Porém, o elogio excessivo e também rotulante, não contribui, ao
contrário do que imaginamos. Mal usado, o elogio atrapalha o
desenvolvimento e a autoestima. Aqui em casa, os três gostam de desenhar. A
mais velha é muito boa e já me passou com ampla margem de vantagem – e
olha que sou excelente nisso! Os dois menores desenham bem, mas ainda
estão na fase de aquisição. Quando qualquer um dos três me mostra um
desenho, me envolvo no trabalho realizado mostrando que gostei, mas
deixando claro que estão cada vez melhor. Não podemos dizer: ‘‘puxa! Você
tem talento!’’ e pronto. Ou simplesmente ‘‘você é inteligente!’’, porque a
criança precisa entender que a vida é um processo de aprendizado. Ainda que
ela seja realmente boa em desenhar, ela tem muito a aprender até dominar a
técnica. E, se algum dos dois não tiver a mesma habilidade da irmã, eles
também podem aprender se houver esforço e dedicação.



Ou seja, o elogio não pode ser taxativo, dividindo os seres em capazes e
incapazes. Ou tem talento ou não tem.



Não pode ser falso, pois a criança percebe a falta de sinceridade e deixa de
confiar em nós como parâmetro.



Não pode ser excessivo, especialmente se não tiver havido esforço. Quando
a criança é excessivamente elogiada, ela desanima de se esforçar. Ela perde a
resiliência pois passa a achar que é sempre boa, que nasceu assim, quando na
verdade, tem um mundo a ser explorado e aprendido ainda. Quando não
consegue fazer algo, a criança sempre elogiada desanima com mais facilidade.



Também não pode ser desanimador, deixando a sensação de que ela nunca
conseguirá atingir o seu padrão. Qual o jeito certo, então?



Elogiar o processo e o esforço. A cada desenho da Alice, que atualmente já
são realmente lindos para a maioria dos adultos, eu digo o quanto ela tem
evoluído. Gosto de ver com ela desenhos antigos para que ela perceba que não
é apenas um dom nato. É um dom que ela tem se esforçado para melhorar. Se
ela ri do desenho da irmã, pego um antigo dela e mostro que um dia ela
desenhava da mesma forma. Não nasceu brilhante. Ela está desenvolvendo
uma habilidade.



A minha filha do meio faz violino há 3 anos e meio e somente agora
consegue retirar algum som aceitável do instrumento. Nunca falei que estava
tocando lindo, porque ainda não está nem perto disso. Mas nos empolgamos
em ver como ela progrediu e o quanto é persistente, afinal, já são quase quatro
anos e isso realmente é muito para uma criança. Nas apresentações, vibramos
com ela e mostramos que há algum tempo, ela nem fazia parte da orquestra
pois não conseguia tocar nada. Agora, já toca o acompanhamento da música. E
aproveito para mostrar as crianças mais velhas que estão tocando realmente
lindo a sinfonia principal. Reforço que se ela quiser, se for da vontade dela,
daqui a alguns anos, ela estará tocando não mais o acompanhamento, mas a
música principal também. Quando termina a apresentação dela, ela desce
correndo do palco e assenta na primeira fileira do teatro para assistir os mais
velhos tocando. Seus olhinhos brilham imaginando que tem potencial para
chegar lá em alguns anos. E também já ri dos pequeninos que basicamente só
dançam com o violino na mão. Ela sabe que pode avançar mesmo sendo de
uma família sem nenhum músico, sem ter um talento nato para isso.



Para isso serve o elogio: para estimular o desenvolvimento tanto do dom
quanto da aquisição de uma habilidade que não é nata. Para introjetar na
criança a sensação de que ela está no controle de sua vida – a partir de suas
decisões e esforço ela pode progredir tanto desenvolvendo algo que ela tem
facilidade, quanto superando uma deficiência natural. E que também ela não
precisa ser boa em tudo, como na matemática. Ela pode simplesmente aceitar
certas deficiências se isso não for algo importante para ela.



Como diz a psicologia, o elogio deve servir para desenvolver o locus de
controle interno, que é a percepção que os resultados de sua vida são fruto do
esforço pessoal e não do acaso, do destino ou culpa das pessoas à sua volta.
Para que a criança entenda que não foi escolhida para abrigar um talento. Ela
tem potencialidades múltiplas e o que fará com o que recebeu está em suas
mãos. Se não houver empenho, o dom morre na areia e se desfaz com as ondas.
Quem não conhece uma pessoa com talento desperdiçado ou enterrado? E
quem não conhece alguém que venceu apesar de todas as limitações? Ontem
mesmo conheci um professor de música que aprendeu a tocar piano sozinho,
em casa, com um teclado de papel. Aos onze anos, ele foi a uma Igreja, levou
um papel grande e pediu para tirar o molde do teclado. Desenhou as teclas
como eram de verdade, na ordem certa e pediu ao pianista que escrevesse as
notas no desenho. Passou três anos em casa, tocando no papel e sem ouvir um
som… até ter a oportunidade de se encontrar pessoalmente com um piano e
tocá-lo. Incrivelmente, ele constatou que realmente havia aprendido a tocar no
papel. Isso chama resiliência. Isso chama locus de controle interno – meu futuro
pode ser construído por eu mesmo. Isso chama aproveitar uma curiosidade,
um dom, um interesse e vencer sem se queixar que o destino o colocara numa
família sem dinheiro para comprar um teclado.



Desenvolvimento da criança.



Parece óbvio, mas é bom falar. A criança tem habilidades que ela dá conta
de fazer e as que ela ainda não dá. Mas no meio dessas duas eternidades
infinitas, existe ainda um outro ponto: aquilo que ela não consegue fazer
sozinha, mas pode fazer se tiver ajuda. Então, quando olhar para seu filho,
pense nesses três pontos definidos pelo psicólogo russo Lev Vygotsky: a zona
do que sabe, a zona do que não sabe e a zona do meio, onde faz com ajuda. E
que elas não são fixas. O que seu filho pode fazer com ajuda hoje será o que ele
poderá fazer sozinho amanhã. E o que ele não sabe hoje, será o que ele poderá
fazer com ajuda amanhã. Eu digo isso para acalmar os pais. Vivemos numa
sociedade que insiste em colocar as pessoas sempre num mesmo patamar e,
aos seis anos, por exemplo, todos têm que estar lendo. Vou mostrar como seu
filho é uma caixinha de surpresa. Meu caçula, Bernardo, aos quase três anos
não falava quase nada, só algumas palavrinhas. Já era quase dezembro e ele
entraria em uma escola grande em fevereiro. Meu marido ficou
tremendamente preocupado como ele se sairia comunicando tão mal em um
colégio novo e grande. Para agravar a situação, não havia nada, nada,
absolutamente nada que eu fizesse que ele aprendesse a contar… até três. Isso:
um, dois, três. Ele sabia os números, mas não ordenava. Eu mostrava,
ensinava… e ele repetia: ‘‘um, catro, doooos, seis…’’ Aquilo nos dava uma
aflição! Ele era meu terceiro filho e não fazia nenhuma gracinha dessas que os
pais se orgulham de contar. Nada. Ele era atrasado em tudo, exceto no
crescimento físico. Quase não falava e sequer contava. Bom, acalentei meu
marido dizendo que não conhecia uma criança que tivesse que mudar de país
por não ter conseguido aprender a língua materna, portanto, um dia, ele falaria
nosso português. Quanto à inteligência, talvez, não seria o forte, mas outras
coisas provavelmente se sobressaíssem. Ele era uma criança enorme e isso já
era alguma coisa. Poderia usar o tamanho a seu favor. O fato é que hoje ele tem
seis anos e sua principal habilidade é a matemática. Ele tem uma extrema
facilidade com números e é fascinado por eles – quanto mede cada jogar,
quantos habitantes tem um lugar, quantos quilômetros de distância…
Aprendeu a ler com quatro anos, em casa. É extremamente inteligente, tem
uma memória admirável e é, bem provavelmente, a criança mais avançada da
sala nesse quesito. Como? Eu não sei. Só posso dizer que seu filho pode ter
habilidades latentes que ainda se manifestarão e pode ser que intensamente.
Aquilo que ele não sabe ou que não se revelou ainda pode se tornar a melhor
arma. Portanto, tenha calma.



Não rotule, não elogie excessivamente, não perca a esperança e nem seja
afoita. Seu filho não é uma obra acabada. Ele está em formação. Permita que a
cada fase da vida ele possa usar as melhores armas que tem. Seus gostos,
habilidades e interesses do momento. Nada é definitivo. E a arma de hoje pode
se tornar obsoleta amanhã e algo muito novo e totalmente inesperado poderá
vir a ser a grande alegria de vocês.



ATIVIDADE: volte na resposta da primeira semana e reescreva quais são as
melhores armas que seu filho tem para enfrentar a vida nesse momento.
Identifique e é seu compromisso contribuir para elas sejam reforçadas.
Esqueça as limitações. Não trabalhe com carências. Incentive as aptidões do
momento até que outras surjam. Lembre-se: a ordem do dia é usar as armas do
momento!.

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